Proposta de Inovação Tecnológica contra o Feminicídio
- Marta Dantas

- 5 de jan.
- 2 min de leitura
O feminicídio é uma das maiores tragédias sociais do Brasil. Apesar das leis de proteção, muitas mulheres continuam vulneráveis diante da reincidência de agressores. Pensando nisso, proponho um aplicativo integrado ao sistema de segurança pública (190), capaz de oferecer proteção imediata às vítimas e fortalecer medidas protetivas já existentes.
Como funcionaria
Solicitação oficial: ao primeiro sinal comprovado de abuso, a vítima poderia solicitar o app diretamente via 190, com autorização judicial.
Geolocalização do agressor: integração com tornozeleiras eletrônicas ou dispositivos de rastreamento já usados em medidas protetivas.
Alerta de proximidade: o app apitaria e emitiria aviso visual quando o agressor se aproximasse de um raio pré-definido.
Botão de emergência: acionamento rápido que envia alerta imediato à polícia e contatos de confiança.
Registro automático: cada tentativa de aproximação seria registrada, servindo como prova judicial.
Rede de apoio: acesso direto a linhas de ajuda, psicólogos e centros de acolhimento.
Inteligência Artificial preventiva (sugestão extra): análise de padrões de reincidência e comportamento para prever riscos e alertar autoridades antes de uma aproximação crítica.
Integração com wearables (sugestão extra): possibilidade de sincronizar com relógios inteligentes ou pulseiras para acionamento discreto em situações de perigo.
Considerações
Base legal: uso condicionado à autorização judicial e integração com monitoramento oficial.
Privacidade: dados criptografados, acessíveis apenas por órgãos competentes.
Inclusão: interface simples, gratuita e acessível, com suporte em múltiplos idiomas e recursos de acessibilidade.
Interoperabilidade: integração nacional, evitando que o app funcione apenas em determinados estados.
Educação digital: campanhas de conscientização para ensinar mulheres a usar o app de forma segura e eficaz.
Impacto imediato
Reduzir riscos de feminicídio com alertas em tempo real.
Fortalecer medidas protetivas com evidências digitais.
Aumentar a confiança e sensação de segurança das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Criar um banco de dados nacional sobre reincidência e descumprimento de medidas protetivas.
Estimular a cooperação entre tecnologia, justiça e sociedade civil.
Etapas de implementação (sugestão de projeto piloto)
Parceria inicial: integrar com Secretarias de Segurança Pública de um estado piloto (ex.: São Paulo ou Rio de Janeiro).
Desenvolvimento tecnológico: criar protótipo com geolocalização, botão de emergência e integração com tornozeleiras.
Testes controlados: aplicar em casos já monitorados judicialmente, com acompanhamento da polícia e Ministério Público.
Avaliação de impacto: medir redução de reincidência e tempo de resposta policial.
Expansão nacional: após validação, ampliar para todos os estados com apoio federal.
Conclusão
Essa proposta é um convite para unir tecnologia, justiça e empatia em prol da vida. Transformar inovação em proteção é possível — e urgente. Ao integrar segurança pública, inteligência artificial e rede de apoio, podemos criar um sistema que não apenas reage, mas previne e salva vidas.
Publicado no dia 30 de dezembro de 2025, no LinkedIn.



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