Calor extremo nas escolas do Rio: 3 caminhos diferentes
- Marta Dantas

- 15 de jan.
- 1 min de leitura
42 °C dentro de sala. Alunos desmaiando. Justiça exigindo plano emergencial. O calor virou rotina — e ameaça saúde, aprendizagem e justiça climática.
1) Ar-condicionado: necessário, mas insuficiente
Útil em salas críticas e escolas integrais.
Mas rede extensa + prédios antigos + orçamento curto = pane, atraso e conta impagável.
Sem isolamento mínimo, vira paliativo caro, não solução sustentável.
2) Conforto térmico alternativo
Medidas baratas e rápidas que reduzem vários graus:
Cortinas verdes e paredes vegetadas.
Sombrite e coberturas leves em pátios/janelas.
Telhados frios e segunda pele ventilada.
Ventilação cruzada + exaustores eólicos.
Ventiladores de teto/parede combinados com sombra externa.
Gestão pública pode criar “kits térmicos” padronizados, com compras em escala e implantação rápida.
3) Parcerias externas
Nem toda aula precisa acontecer em salas superaquecidas:
Centros culturais, bibliotecas, museus, clubes, shoppings como anexos temporários.
Praças e parques sombreados para educação física, artes e projetos.
Convênios por bairro, distribuindo turmas em espaços climatizados até obras avançarem.
O calor é crise, mas também oportunidade: redesenhar escolas para o clima que já chegou. Combinar ar-condicionado onde for crítico + materiais alternativos baratos + parcerias externas é o caminho realista para garantir educação segura e justa em tempos de emergência climática. Publicado no dia 15 de janeiro de 2026, no LinkedIn.



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