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Calor extremo nas escolas do Rio: 3 caminhos diferentes

42 °C dentro de sala. Alunos desmaiando. Justiça exigindo plano emergencial. O calor virou rotina — e ameaça saúde, aprendizagem e justiça climática.

1) Ar-condicionado: necessário, mas insuficiente


  • Útil em salas críticas e escolas integrais.

  • Mas rede extensa + prédios antigos + orçamento curto = pane, atraso e conta impagável.

  • Sem isolamento mínimo, vira paliativo caro, não solução sustentável.


2) Conforto térmico alternativo

Medidas baratas e rápidas que reduzem vários graus:


  • Cortinas verdes e paredes vegetadas.

  • Sombrite e coberturas leves em pátios/janelas.

  • Telhados frios e segunda pele ventilada.

  • Ventilação cruzada + exaustores eólicos.

  • Ventiladores de teto/parede combinados com sombra externa. 


Gestão pública pode criar “kits térmicos” padronizados, com compras em escala e implantação rápida.

3) Parcerias externas

Nem toda aula precisa acontecer em salas superaquecidas:


  • Centros culturais, bibliotecas, museus, clubes, shoppings como anexos temporários.

  • Praças e parques sombreados para educação física, artes e projetos.

  • Convênios por bairro, distribuindo turmas em espaços climatizados até obras avançarem.


O calor é crise, mas também oportunidade: redesenhar escolas para o clima que já chegou. Combinar ar-condicionado onde for crítico + materiais alternativos baratos + parcerias externas é o caminho realista para garantir educação segura e justa em tempos de emergência climática. Publicado no dia 15 de janeiro de 2026, no LinkedIn.

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