Plano de Transição para uma Economia Regenerativa
- Marta Dantas

- 29 de jan.
- 3 min de leitura
Pilar 1 – Motor Financeiro: Split Regenerativo
Taxa invisível de 0,3% em transações B2B, absorvida pelas empresas.
Contrapartida: Certificação ESG automática + desconto fiscal.
Exemplo: Venda de soja R$ 1M → taxa R$ 3K → projetos locais. Empresa paga líquido R$ 1K, mas gera R$ 3K em regeneração.
Escala progressiva: Commodities → Energia → Construção → Varejo.
Narrativa: “Investimento automático em regeneração”, não imposto.
Pilar 2 – Espaços Regenerativos: Broker Urbano
Requalificação de imóveis públicos ociosos (escolas fechadas, prédios abandonados, terrenos vazios).
Modelo de negócio: concessão de uso por impacto social.
Receita: coworking, eventos, moradia estudantil.
Retorno: 70% manutenção, 30% expansão.
Piloto: 3 cidades médias, com menos burocracia e maior flexibilidade.
Mitigação: fast-track legal e parcerias público-privadas.
Pilar 3 – Capital Humano: Educação Regenerativa
Nível 1: Projetos de extensão obrigatórios → estudantes resolvem problemas municipais reais.
Validação: blockchain + avaliação comunitária.
Portfólio digital: conta como experiência profissional.
Nível 2: Disciplinas híbridas (engenharia+sustentabilidade, administração+impacto social, direito+tecnologia).
Incentivo: ranking ESG + captação internacional.
Sugestão: começar com universidades inovadoras e federais com tradição em extensão.
Pilar 4 – Reconversão Estratégica: Indústria Regenerativa
Transformação da indústria bélica em aplicações climáticas (parte da indústria).
Contratos condicionados: 60% defesa + 40% clima.
Exemplos: Drones militares → monitoramento ambiental. Sistemas de comunicação → redes de emergência climática. Logística militar → distribuição de ajuda humanitária.
Legitimidade: métricas de impacto climático obrigatórias.
Narrativa: “Segurança nacional e climática integradas”.
Pilar 5 – Governança Adaptativa
Modelo híbrido: 40% representantes eleitos, 30% sorteio cidadão, 30% especialistas técnicos.
Ferramentas digitais: orçamento participativo, blockchain para rastreamento, IA para análise de impacto.
Transição: fase inicial com observadores cidadãos antes de dar poder deliberativo.
Piloto: conselhos municipais de meio ambiente.
Pilar 6 – Cidades Regenerativas e Uso Inteligente do Território
Requalificação de espaços ociosos: shoppings decadentes, galpões, áreas industriais desativadas e prédios vazios → hubs de inovação, moradia colaborativa e economia criativa.
Infraestrutura verde e resiliente: parques lineares, cidades‑esponja, telhados verdes e corredores ecológicos.
Programas piloto: cidades estratégicas testam urbanismo regenerativo, mobilidade sustentável e economia de baixo carbono.
Pilar 7 – Cultura, Trabalho e Indústria da Vida
Indústria da Vida 24/7: polos econômicos em cultura, esporte, turismo regenerativo, bem‑estar e cuidado.
Trabalho pós‑IA: formação de profissionais em mediação de conflitos, cuidados, educação viva, restauração ambiental e economia criativa. IA como apoio, não substituição.
Eventos regenerativos: festivais e feiras redesenhados para deixar legado em infraestrutura verde e inclusão produtiva.
Pilar 8 – Cooperação Internacional e Diplomacia Regenerativa
Alianças entre territórios regenerativos: estados e cidades conectados para troca de tecnologias e financiamento climático.
Integração com agendas globais: alinhamento com ODS, acordos climáticos e coalizões verdes.
Diplomacia econômico‑ecológica: Brasil posicionado como líder em economia regenerativa, atraindo investimentos e parcerias científicas.
Cronograma Executivo
Meses 1-6: Prova de conceito → 3 empresas no split, 1 espaço regenerativo, 1 universidade parceira.
Ano 1: Validação local → 50 empresas, 5 espaços, 3 universidades.
Anos 2-3: Escala regional → split obrigatório em setores, rede de 100+ espaços, currículo nacional.
Anos 4-5: Exportação → modelo brasileiro para América Latina, certificação internacional ARG, influência em acordos globais.
Fatores de Sucesso Críticos
Começar pequeno e visível: resultados rápidos criam momentum (ciclo virtuoso de confiança, apoio e expansão).
Alinhar interesses: todos ganham, ninguém perde no curto prazo.
Usar tecnologia madura: blockchain, IA, APIs já existem.
Parcerias estratégicas: universidades, ONGs, empresas ESG-focadas.
Comunicação inteligente: narrativa adaptada para cada público.
Conclusão
A transição para uma economia regenerativa é EVOLUÇÃO. O plano integra finanças, espaços, educação, indústria, governança, cidades, cultura e diplomacia em uma agenda clara, escalável e politicamente viável. O Brasil pode se tornar referência global ao mostrar que regeneração é competitividade, inovação e futuro.
Publicado no dia 29 de janeiro de 2026, no LinkedIn.



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