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Proposta: Órgão Global da Regeneração (OGR)

O mundo enfrenta crises que se amplificam mutuamente: clima, IA fora de controle, desigualdade, riscos geopolíticos. A resposta não pode ser apenas política. Precisamos de engenharia social aplicada.

Minha proposta é criar um Órgão Global da Regeneração (OGR), sustentado por uma Constituição Planetária mínima e guiado pelo Relógio da Regeneração.

Como funcionaria:


  • Contribuição obrigatória: cada país aporta um percentual fixo do PIB ou dos gastos militares.

  • Relógio da Regeneração: painel público e auditável que mede prosperidade regenerativa (biodiversidade, inclusão social, estabilidade tecnológica).

  • Pontuação e ranking: países recebem pontos conforme desempenho verificável.

  • Benefícios: juros menores em empréstimos, acesso prioritário a fundos, vantagens comerciais.

  • Sanções: custos adicionais ou restrições para países que não avançarem.


Departamentos temáticos:


  1. Governança global de IA – protocolos éticos, transparência e auditoria algorítmica.

  2. Risco catastrófico sistêmico – sensores e respostas automáticas na economia real.

  3. Contrato econômico regenerativo – vincular acesso a mercados e financiamento a metas de reparação histórica e clima.

  4. Educação inclusiva pós-IA – trilhas adaptativas que unem IA tutora, comunidade e projetos locais.

  5. Democracia e soberania digital – cidadania algorítmica e bens comuns digitais regenerativos.

  6. Ética interespécies – transição da pecuária industrial para sistemas alimentares regenerativos.


Comparação com órgãos atuais:


  • ONU promove paz e direitos humanos, mas depende de consenso político e não tem métricas regenerativas vinculantes.

  • FMI e o Banco Mundial oferecem estabilidade financeira, mas não condicionam recursos a metas éticas ou ambientais.

  • OMC regula comércio, mas ignora critérios sociais e climáticos robustos.

  • IPCC e as COPs trazem ciência e acordos, mas sem poder de sanção real.

  • OCDE mede indicadores, mas atua apenas como fórum de boas práticas.

  • G20 coordena grandes economias, mas sem constituição planetária ou sistema de pontuação vinculante.


Ou seja: temos fragmentos espalhados, mas nenhum órgão integra clima, IA, desigualdade, ética interespécies e soberania digital em um sistema único de incentivos e sanções.

Síntese: Esse órgão seria um “FMI da regeneração”, mas com métricas éticas e sociais. Não substitui constituições nacionais, mas cria uma camada global que premia quem regenera e penaliza quem destrói.

Regenerar não é utopia. É o modelo operacional mais seguro e lucrativo para o futuro da humanidade.

E deixo uma provocação final: 

Se até um prédio precisa de Regimento Interno e Convenção de Condomínio, como aceitar que o mundo siga sem regras claras e bem definidas? Publicado no dia 2 de fevereiro de 2026, no LinkedIn.


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