Proposta: Órgão Global da Regeneração (OGR)
- Marta Dantas

- há 3 dias
- 2 min de leitura
O mundo enfrenta crises que se amplificam mutuamente: clima, IA fora de controle, desigualdade, riscos geopolíticos. A resposta não pode ser apenas política. Precisamos de engenharia social aplicada.
Minha proposta é criar um Órgão Global da Regeneração (OGR), sustentado por uma Constituição Planetária mínima e guiado pelo Relógio da Regeneração.
Como funcionaria:
Contribuição obrigatória: cada país aporta um percentual fixo do PIB ou dos gastos militares.
Relógio da Regeneração: painel público e auditável que mede prosperidade regenerativa (biodiversidade, inclusão social, estabilidade tecnológica).
Pontuação e ranking: países recebem pontos conforme desempenho verificável.
Benefícios: juros menores em empréstimos, acesso prioritário a fundos, vantagens comerciais.
Sanções: custos adicionais ou restrições para países que não avançarem.
Departamentos temáticos:
Governança global de IA – protocolos éticos, transparência e auditoria algorítmica.
Risco catastrófico sistêmico – sensores e respostas automáticas na economia real.
Contrato econômico regenerativo – vincular acesso a mercados e financiamento a metas de reparação histórica e clima.
Educação inclusiva pós-IA – trilhas adaptativas que unem IA tutora, comunidade e projetos locais.
Democracia e soberania digital – cidadania algorítmica e bens comuns digitais regenerativos.
Ética interespécies – transição da pecuária industrial para sistemas alimentares regenerativos.
Comparação com órgãos atuais:
A ONU promove paz e direitos humanos, mas depende de consenso político e não tem métricas regenerativas vinculantes.
O FMI e o Banco Mundial oferecem estabilidade financeira, mas não condicionam recursos a metas éticas ou ambientais.
A OMC regula comércio, mas ignora critérios sociais e climáticos robustos.
O IPCC e as COPs trazem ciência e acordos, mas sem poder de sanção real.
A OCDE mede indicadores, mas atua apenas como fórum de boas práticas.
O G20 coordena grandes economias, mas sem constituição planetária ou sistema de pontuação vinculante.
Ou seja: temos fragmentos espalhados, mas nenhum órgão integra clima, IA, desigualdade, ética interespécies e soberania digital em um sistema único de incentivos e sanções.
Síntese: Esse órgão seria um “FMI da regeneração”, mas com métricas éticas e sociais. Não substitui constituições nacionais, mas cria uma camada global que premia quem regenera e penaliza quem destrói.
Regenerar não é utopia. É o modelo operacional mais seguro e lucrativo para o futuro da humanidade.
E deixo uma provocação final:
Se até um prédio precisa de Regimento Interno e Convenção de Condomínio, como aceitar que o mundo siga sem regras claras e bem definidas? Publicado no dia 2 de fevereiro de 2026, no LinkedIn.



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